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Artigos científicos


09/02/2017 - Estudo revela novos alvos terapêuticos contra o Zika


 

Em 2016, pesquisas confirmaram que a infecção pelo ZIKV está associada à microcefalia e outras malformações cerebrais. Apesar desta associação, a maneira como as células neurais humanas reagiam ao vírus permanecia sem resposta.


Artigo científico publicado no dia 23 de janeiro de 2017 na revista inglesa Scientific Reports revela a identidade das proteínas alteradas pelo vírus zika (ZIKV) em células neurais humanas infectadas. Confira a reportagem sobre a pesquisa desenvolvida pelo IDOR para a Globo News. Clique 
aqui.


Para Stevens Rehen, líder do estudo e pesquisador do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), "entender os mecanismos pelos quais o ZIKV age é essencial para desenvolver ferramentas para combatê-lo".

 

Em publicação anterior na revista Science, o mesmo grupo de pesquisadores brasileiros percebeu que as células-tronco neurais morriam até uma semana após a infecção pelo ZIKV. No presente estudo, decidiram investigar como essas mesmas células reagiam à infecção pelo ZIKV antes de morrer.

 

Células neurais humanas foram expostas ao ZIKV coletado de um paciente brasileiro infectado. Para identificar as assinaturas moleculares da infecção pelo ZIKV, os cientistas compararam informações sobre a expressão gênica e de proteínas em neuroesferas humanas - agregados celulares que se assemelham a um cérebro fetal nos seus primeiros estágios de desenvolvimento - infectadas e não infectadas.

 

Os cientistas caracterizaram todo o mapa de interações moleculares das células infectadas, de modo a entender como o ZIKV compromete o metabolismo celular. Mais de 500 proteínas estavam alteradas nas células cerebrais infectadas. Algumas relacionadas com danos do DNA e estabilidade cromossômica. Outras, normalmente ativas durante a multiplicação e especialização celular, estavam silenciadas, impedindo a formação do córtex cerebral.

 

De acordo com Patricia Garcez, Professora Adjunta da UFRJ e uma das autoras do estudo, "os resultados evidenciam os mecanismos moleculares da infecção pelo ZIKV em etapas importantes do desenvolvimento cerebral e podem nos dar pistas sobre como combater as alterações observadas nos cérebros dos bebês infectados".

 

O estudo é fruto de colaboração entre pesquisadores do IDOR, e da UFRJ, Universidade de Campinas (UNICAMP), Instituto Evandro Chagas, Instituto Oswaldo Cruz (FIOCRZ) e Universidade Federal do Pará, e contou com o financiamento do BNDES, FINEP, CNPq, FAPERJ, FAPESP e CAPES.